segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Capitalização da Petrobrás
O investidor tem entre os dias 13 e 16 de setembro para manifestar o interesse em participar da oferta pública e a quantia está limitada ao tamanho da participação que já tem do capital da Petrobrás, além da limitação de 30% do saldo depositado na conta do FGTS. Os recursos investidos da conta do FGTS ficarão bloqueados por um período de 12 meses e só após este prazo poderão ser resgatados.
Como será a capitalização da Petrobrás*:
Os que optaram por utilizar os recursos do FGTS na última oportunidade e não resgataram, fizeram um bom investimento (veja quanto rendeu procurando "FGTS" nos Marcadores). Estes não devem perder o prazo, pois embora haja previsão de grande volatilidade, a tendência é que a rentabilidade será muito boa nos próximos anos. Como o mercado de ações, para quem não é especulador, é investimento de longo prazo, os 12 meses de carência não devem inibir o investidor. Pelo contrário, é um horizonte razoável para proporcionar uma rentabilidade superior ao rendimento de 3% ao ano do FGTS.
Ficar atendo às notícias é muito importante. Vou manter a informação do andamento do processo pelo Twitter. Se desejar informações atualizada siga-me em @CiroAimbire.
(*) Fonte da imagem: http://bit.ly/ah9cRg
sábado, 31 de julho de 2010
Quanto ainda devo?


terça-feira, 15 de junho de 2010
711,14% X 63,96%

Em 2000 o governo abriu a possibilidade para os trabalhadores adquirirem ações da Petrobrás com o dinheiro depositado na conta do FGTS. Na verdade, a operação não implicava desembolso, mas de trocar uma aplicação que rende líquido e certo 3% a.a. por uma aplicação de maior risco. Afinal, o valor depositado era seu fundo de garantia em caso de demissão ou outra necessidade. Também, na ocasião, havia uma carência de 2 anos para quem fizesse a operação, ou seja, o valor investido em ações não poderia ser resgatado antes do tempo.
Isso deixou muitos trabalhadores inseguros, afinal estariam assumindo um risco maior e com a liquidez limitada. Adicionando uma falta de cultura de investimento em ações, apenas 317 mil trabalhadores usaram o saldo do FGTS para a aquisição dos papéis, resultando em um investimento 46% do total ofertado.
Desses 317 mil, apenas 95 mil ainda possuem os papéis e, supondo que na época tivessem aplicado R$ 1.000,00 em papéis da Petrobrás, já ganharam R$ 7.111,40, ao passo que os que deixaram o dinheiro nas contas do FGTS ganharam apenas R$ 639,60. Isto representa um ganho adicional de R$ 6.471,80 nesses 10 anos.
Vale a pena a gente pensar um pouco em dois pontos importantes: o primeiro está relacionado ao investimento em ações. Para quem não lida todos os dias no mercado financeiro, pensar em comprar papéis de empresas de primeira linha com vistas no longo prazo sempre foi um bom negócio. Assume-se risco maior, mas história nos diz que ainda é negócio quando pensamos em investimentos de longo prazo.
O segundo ponto, é que quem comprou ações em 2000, poderá participar do processo de capitalização da Petrobrás para exploração da camada do pré-sal, com até 30% do saldo do FGTS. O investidor deve estar atendo, pois quando for divulgado lançamento da capitalização, o processo implicará que o interessado deverá se dirigir a uma agência da Caixa Econômica Federal e assinar sua opção.
Quem não comprou ainda resta uma esperança: há um projeto de lei do senador Paulo Paim para permitir que todos os trabalhadores utilizem 10% do saldo da conta do FGTS neste processo de capitalização. O projeto está tramitando na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e, se aprovado, seguirá para a Comissão de Infraestrutura da casa, onde será votado em caráter terminativo. Depois seguirá para a Câmara dos Deputados e para a avaliação do presidente da República.
Fique atento e diga a seu deputado que tem interesse na aprovação do projeto.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Telebrás: você pode ter dinheiro e não sabe

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Pagamento a vista com desconto ou parcelado?

Nas compras, em geral, a oferta de pagamento parcelado é um chamariz que o lojista oferece ao consumidor e, também, a armadilha para pegar aqueles consumistas que não podem perder uma boa oferta. A facilidade de pagamento e a forma encontrada para aumentar as vendas das empresas. Assim, você compra em 1 + 3 no cheque, 10 vezes sem acréscimo no cartão, etc.
O que devemos sempre perguntar é qual o desconto que você pode conseguir se pagar a vista. Muitas vezes o vendedor fala em 5% de desconto e você faz uma conta rápida e vê que o valor é pequeno e não vale a pena. Além disso, ao parcelar o pagamento, tenho um desembolso relativamente pequeno e melhor para meu caixa.
Para melhor entender o processo, vamos imaginar uma compra no valor de R$ 250,00 onde a oferta é para pagamento em 1 + 3 com cheque. Se você pagar a vista, o lojista oferece 5% de desconto. Utilizando uma calculadora financeira, chegamos à conclusão que o pagamento parcelado implica em uma taxa de 3,53% ao mês ou 51,64% ao ano. Um outro exemplo é a compra de um bem de maior valor, onde as lojas oferecem até 10 parcelas sem juros para pagamento. Contudo, se você conversar bem com o vendedor, ele pode oferecer um desconto de 15% sobre o preço do produto para pagar a vista ou mesmo em 1 parcela no seu cartão de crédito. Neste caso, calculando a taxa de juros, vemos que a taxa mensal não é muito melhor que o exemplo anterior: 3,07% ou 43,74% ao ano.
Estas taxas são muito altas se compararmos com a Taxa Selic (hoje 8,75% ao ano), a rentabilidade da Caderneta de Poupança (hoje pouco mais de 6% ao ano) ou mesmo um Fundo de Renda Fixa (que anda por volta dos 8% ao ano, dependendo do fundo). Contudo, como saber se vale a pena comprar parcelado conhecendo esta taxa? A resposta está na comparação com outras taxas. Se você tem dinheiro aplicado na Caderneta de Poupança, melhor aproveitar o desconto e pagar a vista retirando o valor da poupança. Com um pouco de disciplina você vai repondo o valor da parcela a cada mês e, neste caso, vai ganhar juros ao invés de pagar juros.
Entretanto, se você está endividado algumas considerações devem ser feitas:
- Será que realmente eu tenho necessidade daquilo que eu quero? Esta pergunta vai ajudá-lo a reduzir seu endividamento. Se for possível adiar a compra, o melhor é utilizar o valor da parcela para reduzir suas dívidas; principalmente em cheque especial ou cartão de crédito, já que essas modalidades de crédito sempre estão com taxa superior a 8% ao mês;
- Se não tenho outra alternativa e preciso realmente efetuar aquela compra, mesmo sem dinheiro para pagar a vista, você deve comparar qual taxa é melhor. Às vezes podem existir outras formas de tomar dinheiro com taxas menores. Daí, consultar seu banco ou mesmo um parente ou amigo que esteja com dinheiro na poupança. Se ele tem dinheiro aplicado a 0,5% ao mês, quem sabe você paga 1%, por exemplo, e ambos saem ganhando. Só não esqueça de cumprir seu compromisso para manter seu crédido sempre aberto.
Como sei que muitos não sabem como calcular a taxa de juros, disponibilizei uma planilha para o cálculo da taxa de juros na seção "Download" na minha página na Internet: http://www.aimbire.adm.br/.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Compras no supermercado: perigo para os bolsos!

Os supermercados estão presentes em nossa vida e fazem parte da nossa rotina. Afinal, todas as compras de alimentos, materiais de higiene e limpeza, bebidas e tantos outros produtos que necessitamos estão dispostos nas prateleiras, nos esperando para serem adquiridos e consumidos. Até os pequenos "armazém do seu Zé", que sempre tem perto da nossa casa para aquelas pequenas necessidades de última hora, já tomaram a forma de supermercados. Acabou-se o balcão, onde o vendedor ficava de um lado e o comprador de outro. O cliente entrava, se aproximava do balção e o vendedor lhe atendia e era ele quem se dirigia às prateleiras para buscar o produto desejado.
Esta forma de venda foi se desenvolvendo e os supermercados hoje se transformaram em lojas onde é possivel encontrar de tudo: além dos alimentos, eletrodomésticos, vestuário, louças, produtos para automóveis, materiais para pequenas reformas e tantas outras coisas. Alguns supermercados construiram um shopping center para atender outras necessidades, como bancos, praça de alimentação, lavação de veículos, pet shops, etc. ou outros shoppings centers sempre tem um supermercado como atrativo para as suas lojas.
O que quero colocar neste texto é que essa imensidão de produtos ofertados nos leva aos olhos produtos que estavam fora do nosso objetivo de compra ao ir ao supermercado, mas que, geralmente, nos fazem gastar mais do que pretendíamos ou mesmo que necessitávamos. Os produtos nas gôndolas (prateleiras) estão expostos de forma a facilitar nossa compra pela visibilidade, que nos ajuda encontrar os produtos que necessitamos, como também como uma oferta, como que suplicando: compre, compre, compre! Empresas disputam espaços nos supermercados, como as pontas de gôndolas, por exemplo. Isto porque você pode não entrar naquele corredor, mas vai passar pela frente dele e ver o produto com o grande cartaz escrito "OFERTA".
Você verá que os produtos de primeira necessidade estão sempre ao fundo da loja, como a padaria, açougue, etc. Isto faz com que você passe por diversos corredores e prateleiras antes de chegar a eles. Uma outra armadilha são produtos menores que estão perto do caixa, como balas, revistas, etc.
Neste sentido, seguem abaixo algumas dicas quando for às comprar no seu supermercado preferido:
- Não vá ao supermercado com fome. Isto o levará a comprar mais alimentos que a sua necessidade. A aparência dos bolos, pães e até mesmo as embalagens dos produtos o fará comprar além do que realmente necessita;
- Deixe as crianças em casa nas compras. Elas influenciam as decisões. Se você verificar bem, os produtos que atraem as crianças estão sempre na parte de baixo das prateleiras;
- Não ceda às tentações levadas pelas promoções. Verifique se realmente existe a necessidade daquele produto e se o preço realmente é uma promoção;
- Tenha sempre em mãos uma calculadora. Ela ajuda a calcular o preço unitário dos produtos. Por exemplo: O que é melhor: uma garrafa de coca-cola de 2,5 litros que custa R$ 3,20 ou uma garrafa de 2 litros que custa R$ 2,80? O cálculo é simples: divide-se R$ 3,20 por 2,5 litros e temos que o preço do litro, neste caso é de R$ 1,28. No outro caso, divide-se R$ 2,80 por 2 litros e temos que o litro custa R$ 1,40, ou seja, mais caro que a primeira opção. O que temos que ver se vou realmente vamos consumir 2,5 litros de coca-cola, pois comprar apenas porque é mais barato não tem sentido;
- Faça compras maiores e diminua a frequencia das idas ao supermercado. Quanto mais vezes você for ao supermercado maiores são as chances de levar produtos por impulso;
- Faça uma lista de compras. Elas ajudam a manter o foco e não comprar coisas desnecessárias.
Finalmente, fazer as compras com calma favorece a comparação preços e, consequentemente, maior poupança.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Novas cédulas do Real

O que me leva a fazer este comentário a respeito da notícia são, basicamente, dois pontos: o primeiro relacionado ao governo, que parece que quer deixar sua marca. Não sei quanto foi investido no desenvolvimento desta nova cédula, mas sei que a Casa da Moeda do Brasil iniciou o projeto em 2003. Só imagino a quantidade de pessoas envolvidas e o dinheiro desembolsado nesses 7 anos para lançar uma nova cédula do real. Certamente o novo formato vai ajudar a vida dos deficientes visuais, mas não sei se justifica tal gasto, já que estamos com a mesma cédula há anos e estamos nos virando muito bem com ela. Se compararmos com a moeda americana, que circula no mundo inteiro, há muito tempo mantém o mesmo formato, alterando apenas a face do homenageado.
O segundo ponto refere-se à diferenciação de tamanho das cédulas. Quem andou pela Europa nos últimos anos sabe o que é isso, pois as cédulas do Euro tem tamanhos diferentes. O complicador é o tamanho da carteira com as cédulas de maior valor. Pelas fotos publicadas não é possível ver se a altura da cédula será maior que as atuais. Se for o caso, vamos ter que adaptar nossas carteiras e modo de quardar o dinheiro. Atualmente guardo tudo em um moedeiro e espero poder continuar mantendo meu sistema, já que não gosto muito de andar com carteiras fazendo volume nos bolsos ou tendo que carregar na mão.
É isso aí! O ser humano tem uma capacidade imensa de adaptação e vamos ter que nos adaptar a esta nova forma.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Excelente época para ensinar as crianças

Segundo Marília Cardoso, uma das autoras do livro “Você sabe lidar com o seu dinheiro? Da infância à velhice”, “Os pais têm a missão de mostrar que o dinheiro não cai do céu nem brota em árvores, lição que resolve dois problemas de uma única vez: primeiro porque justifica as saídas diárias para o trabalho, segundo, forma cidadãos conscientes do seu consumo”. Neste sentido, os pais devem aproveitar a ocasião para ensinar limites e a diferença entre necessitar e desejar. A pergunta que deve ser feita é sempre a mesma: será que eu realmente preciso daquilo que estou desejando?
A autora passa algumas dicas importantes para serem repassadas às crianças:
- Reforce que as moedas e cédulas precisam ser bem conservadas porque, quando danificadas, o governo gasta o nosso dinheiro para repô-las;
- Mostre que algumas moedas e cédulas valem mais que outras, mas que todas têm valor;
- Na compra do material escolar, procure distinguir coisas caras das baratas e mostre a diferença do querer e precisar;
- Ensine a fazer escolhas. Quando a criança quiser dois itens, faça-a escolher apenas um para que aprenda a eleger as suas prioridades;
- Peça a colaboração dos tios e avós na educação financeira, pois eles podem colocar tudo a perder se derem presentes e dinheiro o tempo todo.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Bancos já possuem a ferramenta API

Segundo publicado hoje por Tabata Pitol Peres do InfoMoney, as instituições financeiras deverão aplicar um questionário que atenda às seguintes etapas:
- Coleta de informações que permita a identificação da situação financeira do investidor, sua experiência em matéria de investimentos e seus objetivos;
- Definição de um perfil de investimento para cada cliente;
- E a verificação da adequação dos objetivos dos clientes a carteira por eles pretendidas.
Assim, se vai fazer algum investimento, procure o gerente da sua conta e peça o questionário para fazer sua avaliação. Discuta com ele o resultado, pois se desejar fazer uma aplicação diferente da recomentada pela análise, terá que assinar um termo de responsabilidade.
domingo, 17 de janeiro de 2010
FGTS: Dinheiro do trabalhador?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Alcool ou Gasolina?


Para isso, você deve encher o tanque do seu carro (com alcool ou gasolina) e anotar a quilometragem atual e o preço do litro do combustível abastecido. Quando for encher o tanque novamente deve verificar a quantidade de litros utilizada e quilometragem que você andou desde a última vez que abasteceu. Para saber quanto custou andar um quilometro com este combustível, multiplique a quantidade de litros utilizada pelo preço unitário que abasteceu anteriormente e divida este valor pela quantidade de quilometros percorrida. Você saberá quanto custou rodar um quilometro com este combustível. É importante aqui fazer a multiplicação dos litros de combustível comsumido pelo preço que abasteceu na última vez e não pelo que esta pagando desta vez. Afinal, o combustivel consumido custou o valor anterior e não o atual.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Cartão de Débito pode (e deve) ser usado pelos turistas no exterior

O cartão de débito da sua conta bancária aqui no Brasil é uma boa alternativa para não levar muito dinheiro nas viagens de turismo ao exterior. Antes da viagem sempre fica aquela dúvida: quanto devo levar de dinheiro? Esta dúvida surge porque muitas vezes não temos noção de quanto vamos necessitar de recursos, já que quase sempre não temos noção dos preços praticados no(s) país(es) que vamos visitar, principalmente de alimentação, ingressos para museus, parques e outras atrações. Se levarmos pouco dinheiro corremos o risco de faltar durante a viagem e se levamos muito, no retorno temos que vender a moeda e acabar com uma perda entre a diferença da taxa de câmbio entre a compra e a venda.
Na verdade, o cartão de débito dos bancos é aceito no exterior desde que o cartão do seu banco seja internacional. Você pode identificar isso facilmente, verificando se no verso tem o logotipo da "Cirrus" ou "Maestro" que são aceitos em diversas lojas, restaurantes e até mesmo para saque em caixa eletrônico.
Esta facilidade não só nos ajuda a decidir sobre a quantia a levar, já que minimiza a preocupação relacionada ao risco de ficar sem dinheiro, como também minimiza o risco de roubo e perda de dinheiro em espécie, pois, em caso de extravio, basta efetuar o bloqueio junto ao banco. Mais que isso, com o cartão de débito não há preocupação quanto ao câmbio, pois ele debita direto o valor em reais na sua conta corrente à taxa do dia da operação. Para isso, basta informar o seu banco a data da viagem e os países que vai visitar e utilizar normalmente nos estabelecimentos comerciais e caixas eletrônicos, com a mesma senha que utiliza aqui no Brasil.
O cartão de crédito também pode ser utilizado no exterior, desde que ele seja internacional, e também necessita informar o banco da sua utilização fora do país. A diferença é que podem aparecer algumas tarifas de câmbio e a taxa aplicada será a do vencimento da fatura e não da data efetiva da compra.
Boa viagem e aproveite suas férias!